O corpo inerte e pálido parecia sem vida. O tórax poucas vezes subia e descia. Quase já não havia respiração. O ar pouco era inspirado. A expiração era mínima. Os olhos azuis fechavam-se devagar. O cérebro tratou de assimilar as últimas imagens. Os raios de sol penetravam a grande janela. As cortinas estavam abertas, escancaradas. O céu anil e as altas temperaturas indicavam mais um belo dia de verão. Ah, janeiro! Como você tornava a todos um bando de massas corpóreas escaldantes e alegres! Havia uma foto sobre o peito da menina. Um rapaz bronzeado, dos cabelos e olhos castanhos. Ele sorria para o teto branco. Sorria como se não houvesse o amanhã.
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Dói
29 de dezembro de 2014
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